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Assédio Moral

  02/05/2014 

Hoje é dia Mundial ao combate ao Assédio Moral

Hoje é comemorado o dia mundial de combate ao assédio moral. Poderíamos falar de muitas coisas relacionadas ao tema, mas optamos por transcrever e comentar pequenas partes do livro Mal-Estar no Trabalho Redefinindo o Assédio Moral de Marie-France Hirigoyen, psiquiatra e psicoterapeuta francesa, especialista em mobbing/bullying que na década de 1980, passou a se interessar e pesquisar sobre um ramo da criminologia, a “vitimologia”, o que acabou chamando sua atenção para o estresse no trabalho gerado pelo assédio moral.
 
Ela deixa claro neste livro, que “os quadros traumáticos mais graves são encontrados principalmente nos casos de assédio moral em que a pessoa se vê isolada, sozinha contra todos… Formam-se então as neuroses traumáticas… ao estado de estresse pós-traumático”.
 
Esta colocação deixa evidente a gravidade da situação, e a importância do apoio dos colegas de trabalho, pois sem isso o isolamento e a solidão são inevitáveis, e mais graves as consequências.
 
Infelizmente “… esse tipo de agressão deixa sempre marcas de longo prazo. Anos depois, persistem nas pessoas, condutas de medo ou de evitação. Às vezes, o temor da dor, provocada pela lembrança do passado, impede as vítimas de voltarem aonde foram agredidas, ou de encontrarem antigos colegas, criando-se uma espécie de fobia”.
 
Alguns dos sintomas do Transtorno do Estresse pós Traumático vão desde dificuldade pra dormir, pesadelos, sonhos aflitivos e recorrentes com a situação do trauma, o reviver constante de pensamentos e sentimentos relacionados, a perda de interesse por atividades que eram agradáveis no passado também são frequentes, além de ser atormentado por flashbacks (imagens mentais da situação vivida, como se fosse um filme).
 
Tudo isso faz com que as vítimas vivam se remoendo. “Mantêm dentro da cabeça as circunstâncias em que foram postas de lado, tentam modificar o enredo: “Se eu tivesse feito isso ou dito aquilo…” Elas ruminam suas humilhações”.
 
“Essas repetições incansáveis podem dar a impressão aos próximos, e às vezes mesmo aos terapeutas, que a vítima se compraz na queixa e não deseja sair de seu estado de sofrimento. Mas não é isso. É uma vã tentativa de achar o sentido do que lhes sucede. O assédio moral tem de particular o fato de não se inscrever em uma lógica de bom senso. Quem passa por ele não compreende nada do que lhe acontece. Se existe um traumatismo e os sintomas não evoluem, é exatamente porque as situações são inimagináveis.
 
Todas as vítimas expressam um sentimento de solidão, pois é difícil descrever alguma coisa quando não se está certo do que se está sentindo. Elas têm dificuldade em falar por se tratar de uma violência impensável, para a qual não estavam preparadas. Um grande alívio surge quando os sentimentos podem ser compartilhados. É preciso, pois, ajudá-las a concatenar suas ideias com seus sofrimentos. É preciso ainda, para isso, reconhecer que esse sofrimento possa existir. Muitos casos acontecem diante de nossos olhos sem nos darmos conta”.
 
Para Marie-France Hirigoyen, a sociedade deve impor às empresas o respeito aos trabalhadores, pois as perdas não são apenas para o trabalhador vitimizado, pois o assédio moral também provoca a perda de confiança dos outros empregados e prejuízo a todos, inclusive às empresas.
 
A pergunta é: Qual o papel de cada um nessa história? A sua parte, só compete a você responder.
 
O Ministério da Saúde Adverte:
Abra a boca. Denuncie!
Assédio Moral Adoece e Mata.
Fonte: Portal Bragança
Link: http://noticias.portalbraganca.com.br/internacional/cidadania-hoje-e-dia-mundial-ao-combate-ao-assedio-moral.php
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